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Eugene Chadbourne ao vivo
 
Eugene Chadbourne ao vivo
 
30 de Junho no Café Concerto Rivoli


Eugene Chadbourne é um dos talentos mais excêntricos de toda uma geração de músicos americanos.Com raízes musicais no “country” e “folk” e com uma formação política firmada no liberalismo dos anos 60 e na oposição à guerra
do Vietname, este virtuoso da guitarra e do banjo editou os seus primeiros trabalhos em 1975, tendo imediatamente causado um impacto considerável no então emergente circuito de improvisação nova-iorquino. Foi nesse circuito
que Chadbourne iniciou uma frutuosa colaboração com o saxofonista e compositor John Zorn
(Naked City, Painkiller, Masada), com quem editou os álbuns “School”, “The English Channel” e o aclamado “There’ll be no Tears Tonight”, em 1978, 1979 e 1980, respectivamente.

Desde então, a obra de Chadbourne tem-se tornado num intrincado labirinto em que virtualmente qualquer forma musical é engolida pelo seu voraz apetite e digerida pela sua forte personalidade, sendo regurgitada com uma dose maciça de humor negro. Apenas a título de exemplo, podemos referir álbums de canções “folk” com um cáustico teor político (“Corpses of Foreign War”, 1986, com os Violent Femmes), álbums de versões de artistas que vão desde Tom Jobim aos Motorhead (“Motorhellington”, 2002, com o trio italiano Zu), gravações de “suites” de Johann-Sebastian Bach transcritas para banjo(“German Country and Western Music”, 2003), ou álbuns em colaboração
com grandes nomes da música improvisada, como Han Bennink, Fred Frith ou Toshinori Kondo. São ainda de salientar as suas colaborações com os Sonic Youth, Butthole Surfers, Jimmy Carl Black (o antigo baterista de Frank Zappa), Jello Biafra (Dead Kennedys) ou os They Might Be Giants.

Paralelamente à sua carreira musical, que conta já com mais de 50 álbuns editados, Chadbourne mantém actividades como escritor, crítico musical e pedagogo, orientando “workshops” em todo o mundo (incluindo no Porto, em Setembro de 2003) e leccionando aulas de música para crianças em idade escolar nos EUA, em regime de voluntariado.

Segundo a prestigiada revista The Wire (Novembro de 1998), “…Chadbourne possui o raríssimo poder de subir a qualquer palco em qualquer parte do mundo e, instantaneamente, fazer com que o mais difícil dos públicos se renda ao seu trabalho.”
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2017-10-17
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