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Franz Ferdinand
 
Franz Ferdinand
 
O álbum de estreia dos escoceses Franz Ferdinand é, até ao momento, um dos discos mais estimulantes de 2004. Este disco, constituído por 11 faixas, é daqueles cds que apetece ouvir com o volume da aparelhagem no limite máximo, até conhecer todas as músicas, letras e ritmos.

Esta banda, constituída por Alex Kapranos (voz e guitarra), Bob Hardy (baixo), Paul Thomson (bateria) e Nick McCarthy (guitarra), conseguiu construir um álbum bastante coerente, em que se misturam rock, pop e onde os riffs das guitarras dão uma dinâmica incrível às canções, apresentando ritmos dançantes, capazes de colocarem o corpo e a mente em constante ebulição, não querendo com isto dizer que os Franz Ferdinand jogam o mesmo campeonato que os Rádio 4 ou os Rapture.

Este disco começa com “Jacqueline”, música constituída por um introdução acústica, que se prolonga até as guitarras, bateria e baixo começarem a ditar leis e cuja mensagem que se retira da música é “its always better on holiday, so much better on holiday.”

“Tell her tonight” é daquelas musicas que não respeita regras nem conceitos, em que o refrão aparece após 20 segundos, é uma música carregada de groove e que antecipa o primeiro grande momento deste disco, “take me out”, na minha opinião, a melhor canção rock/pop editada este ano.
Em “take me out” temos quase duas canções configuradas numa só, em que o ponto de transfiguração é o ritmo criado pela bateria e a guitarra, excelentemente aproveitado pelo tom festivo e dinâmico da voz de Kapranos, especialmente quando pede que o levem a sair.

Em “The dark of the matinee”, o que se destaca é o tom melodioso da voz e as constantes mutações de ritmo da música; “auf achse” começa com uma bela introdução de teclados, que juntamente com a secção rítmica dá vontade de abanar o corpo, absorvendo o ritmo dançante da música e em que se atinge o ponto alto quando o vocalista diz “she’s not so special so look what you’ve done boy”.

“Cheating on you” é essencialmente uma música com uma batida pujante em que os ritmos criados correspondem a uma espécie de punk rock dançavél.
“This fire” corresponde a um dos momentos mais excitantes deste álbum, com a bateria, a guitarra e o baixo a fervilharem e o vocalista a dar moral aos pirómanos especialmente quando canta “this fire is out of control, we’ve gotta burn this city.”
“Darts of pleasure” é mais uma das grandes músicas que compõem a estreia em formato longa duração dos Franz Ferdinand, é composta por constantes variações de ritmo e do tom de voz de Alex Kapranos, “Michael” inicia com a guitarra e bateria a ditarem leis, o vocalista a debitar palavras de ordem até se chegar ao refrão em que se ouvem pelo menos duas vozes em simultâneo, sendo a frase que fica na retina ao longo da música “come and dance with me Michael”. “Come on home” é uma música carregada de melodia, onde se destaca essencialmente a secção rítmica e o som das teclas e com “40 ft” chegamos ao fim deste álbum, assumindo a guitarra e o tom melódico de voz um papel essencial no desenrolar da música.

Para concluir apenas dizer que a música dos Franz Ferdinand têm pinta, substância e estilo e que este álbum representa uma bela mistura e junção de diferentes estilos musicais que se interligam de forma perfeita. É tão interessante e entusiasmante que quando o vocalista não se ouve, até apetece cantarolar a secção rítmica. Para os adeptos das novas tendências rock, este álbum é sem dúvida essencial.(Bola)
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2017-08-17
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