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Ego Tripping at the gates of hell
 
Ego Tripping at the gates of hell
 
Pego neste objecto e ainda sem o ouvir, vem-me à memória os momentos absolutamente sublimes que os Flaming Lips sempre souberam oferecer, como o concerto inesquecivel num Festival do Sudoeste não muito distante...

Finais de 2003. Depois do muito elogiado álbum “Yoshimi Battles the Pink Robots”, Wayne Coyne e companhia apresentam-nos um EP com sete faixas, incluindo quatro inéditos e três remisturas de originais do último álbum da banda. E se estas músicas ficaram esquecidas nas sessões de gravação anteriores, pedimos o favor de editarem rapidamente as restantes sob pena de ficarmos alheados de péroras pop electrónicas absolutamente irresistiveis.

O EP começa com três inéditos, onde os Lips extravasam as suas ideias e fantasmas sobre a dicotomia escuridão/luminosidade. Aliás, o sol é o tema recorrente e principal destas faixas, inserido num contexto poético idealista sobre a existência humana, onde é colocado como a salvação.

As músicas são lindas (como sempre!) e os Lips continuam a conseguir encaixar na perfeição elementos electrónicos com melodia e arranjos mais clássicos, criando uma amálgama poderosa de tão forte e emocionalmente cativante.

Seguem-se três remisturas. A primeira diz respeito a “Do you realize??”. A responsabilidade é de The Postal Service. Recebemos este postal com agrado e não deslustra o original, conseguindo inclusive realçar as características muito próprias da voz de Wayne sobre uma base ritmica mais desenvolvida e incluindo vários elementos originais como sons de piano de brincar. Ficamos à espera de mais postais.
Ambas as misturas com o nome do EP, a Ego in Acceleration de Jason Bentley e a Self-admiration with blow up da dupla Cilione & Camaione apresentam-nos duas leituras distintas. A primeira, mais rápida, com batida compassada e ambiente mais descontraido. A segunda, mais intensa, piscando o olho ao electro e mais densa na construção e reconstrução ritmica.

Para finalizar o EP, Wayne Coyne partilha com quem quiser ouvir, a sua leitura e interpretação muito particular do Natal. Canta ele a certa altura “...oh if i could stop time it would be a frozen moment just around Christmas…”. A ideia de que alteramos os nossos comportamentos na altura do Natal, mas no resto do ano somos insensiveis a muitas coisas é algo triste que os Lips conseguem passar nesta música com uma incomparável beleza. Este é o clássico de Natal dos Lips – a voz de Wayne, o piano, o peso das palavras, o pedido que elas representam (ao mundo?). O Natal deveria ser sempre assim! (SF)
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Título Ego Tripping at the gates of hell
Artista Flaming Lips
Editora Warner Brothers
Ano 2003
Site oficial www.flaminglips.com
 

 

   

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2017-12-14
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