UZI magazine
 Disco da semana  Filme da semana  Agenda cultural  Roteiro
 »Early  »Wanda  »Quintas de Leitura  »Sacramento Bar
i
ndex
   
m
úsica
  notícias
  comentários
  uzi_chart
  fib 2004
   
c
inema
  notícias
  comentários
  ante-estreia
  cine cartaz
   
d
iscurso directo
   
a
genda cultural
   
o
olho de Dalí
   
v
iva las vegas
   
u
zine
  manifesto
  galeria
  links
  ficha técnica
   
 
 
 
index » música » comentários
 
Katie Melua
 
Katie Melua
 
Com apenas 19 anos de idade, Katie Melua conquistou o top britânico com “Call off the search”, o seu disco de estreia. Katie Melua é um dos novos sucessos da cena jazz/blues contemporânea, no universo recente da composição musical por jovens, como Norah Jones, Amy Winehouse e Joss Stone.

Nasceu em 1984 na Georgia - país “entalado” entre a Rússia e a Turquia. Aos 9 anos muda-se para Belfast, por imperativos profissionais do pai. Aos 13 a ambição passava pela política ou história, acreditando veementemente que poderia impôr a paz no mundo! Depois de cinco anos na Irlanda, Katie muda-se para o sudeste londrino. Com a ajuda dos pais, monta um pequeno estúdio em casa e começa a escrever músicas.

A sonoridade do seu trabalho reflete influências de Joni Mitchell, Bob Dylan, Eva Cassidy e Queen, mesclados com aromas de folk irlandês e música indiana.

O lançamento do sigle “Closest thing to crazy”, em Dezembro de 2003, alinhou no inesperado número 10 do top britânico, o que permitiu à editora discográfica “Dramatico” oferecer um contrato de 5 registos à cantora. Mas o que surpreendeu foi atingir a primeira posição com o álbum de estreia, em Janeiro de 2004. “Call of the search”, é uma mistura de melodias escritas por Katie e Mike Batt.
Mike Batt descobriu a jovem georgiana em Londres e, em apenas um ano, mais do que empresário, tornou-se uma espécie de mentor da cantora. Batt é um nome consagrado no mundo do espectáculo. Possui no currículo o registo de múltiplos sucessos em áreas como a produção e a composição musical. A título de referência, liderou projectos como “Watership Down” (música e letra para o single de Art Garfunkel, “Bright Eyes”); “Phantom of the Opera” (produção, co-autoria das letras com Andrew Lloyd Webber e orquestra); encabeçou orquestras de renome, como a London Symphony, The London Philharmonic, The Royal Philharmonic, The Sydney Symphony Orchestra, a State Orchestra of Victoria e The National Symphony Orchestra of Ireland.

Melua foi bafejada pela singularidade da sua voz e pela absoluta entrega em frente ao microfone. “Cantar é algo que eu sempre adorei fazer e que permite a excelente oportunidade de expressar sentimentos.”
Apesar da tenra idade, as vivências e estilos de vida marcantes da Georgia e de Belfast tiveram um efeito muito forte na sua música. “Provavelmente acontece de forma sub-consciente. Fazes as músicas que te agradam, compões e cantas o que gostas, e sabes que as tuas escolhas advém das tuas experências e influências.”

Katie, pelo seu talento e inesperado sucesso, já é mencionada como a nova Norah Jones. Sente-se enobrecida com a comparação, no entanto reconhece um longo caminho a percorrer, não permitindo que o rápido sucesso e o facto de ser muito jovem sejam factores de pressão na sua carreira. “Ainda há muitas coisas por esse mundo para conhecer, e muito a aprender para atingir o estatuto de celebridade. Tenho muito orgulho neste album e estou muito feliz pelo sucesso adquirido, no entanto há muito trabalho a fazer e na verdade, a recompensa financeira ou o estrelato não são os objectivos mais ambicionados.”

O Mar Morto esculpiu esta pérola que Portugal ainda não descobriu e, apesar de ficar com a sensação que em pouco tempo será desvalorizada pela regularidade com que passará na rádio, Katie Melua reúne um conjunto de atributos que dificilmente conseguiria guardar só para mim.(JM)
 «
 
Site oficial www.katiemelua.com
 

 

   

© UZI magazine 2004
2017-08-17
alojamento: RealFastMedia.com